Comparativo de picapes: Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok V6, Chevolet S10 e Ford Ranger se enfrentam

Comparativo de picapes: Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok V6, Chevolet S10 e Ford Ranger se enfrentam

Comparativo de picapes: Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok V6, Chevolet S10 e Ford Ranger se enfrentam

Por Rodrigo Ribeiro – Auto Esporte

Comparativo de picapes: Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok V6, Chevolet S10 e Ford Ranger se enfrentam

Fabio Aro

O segmento de picapes médias tem renovação mais lenta: entre as cinco mais vendidas do Brasil, a mais recente é a Mitsubishi L200, cuja geração atual estreou por aqui há quatro anos. Por isso, cada atualização pode ter um impacto significativo nas vendas, especialmente quando há alterações profundas — caso da picape japonesa montada em Catalão (GO). Ela não está sozinha: em um período de poucas semanas também chegaram ao mercado as novas Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok, enquanto a Ford Ranger completou um ano de sua última atualização em julho.

Todas ainda ficam à sombra da Toyota Hilux, que acaba de receber uma reestilização acompanhada de uma aguardada melhora no trem de força

Mas há (muita) vida no pelotão intermediário do segmento e, por isso, Autoesporte reuniu as quatro picapes mais vendidas no Brasil afora a Hilux em um comparativo acirrado. Tem a que apostou em força bruta, a que melhorou na segurança e a que, bem, não mudou quase nada. Veja como anda cada uma das quatro picapes e quem se saiu vencedora deste comparativo exclusivo a seguir:

A nova Amarok V6 não passou por nenhuma mudança visual — Foto: Fabio Aro

A nova Amarok V6 não passou por nenhuma mudança visual — Foto: Fabio Aro

4ª – Volkswagen Amarok Extreme V6
Já faz algum tempo que as versões de seis cilindros são as únicas oferecidas ao consumidor final: se você quer uma 2.0 16V, precisa encomendar e fazer a aquisição via venda direta ou como Pessoa Jurídica. E isso é uma péssima notícia pra Amarok, já que isso limita a oferta em duas versões: Highline (R$ 243.290) e a Extreme das fotos, por R$ 256.390. O valor, aliás, é mais do que o suficiente para posicionar a Volkswagen como a picape média mais cara do Brasil.

O interior sóbrio tem acabamento simples e abre mão de itens presentes nas rivais, como a chave presencial — Foto: Fabio Aro

O interior sóbrio tem acabamento simples e abre mão de itens presentes nas rivais, como a chave presencial — Foto: Fabio Aro

Extremo também ficou seu motor. O V6 biturbodiesel ficou 38 cv mais forte em modo “civil” — um overboost de até 10 segundos faz a potência subir de 258 para 272 cv sempre que o acelerador é pressionado além da metade do curso. No primeiro contato as arrancadas impressionam ainda mais, mas na pista a cavalaria sumiu no zero a 100 km/hcumpridos nos mesmíssimos 7,8 s da versão anterior.

O câmbio automático de oito marchas com tração integral são exclusivos do segmento — Foto: Fabio Aro

O câmbio automático de oito marchas com tração integral são exclusivos do segmento — Foto: Fabio Aro

Claro que isso está longe de ser um número ruim, e ganhos de quase 0,5 s nas retomadas indicam que ultrapassagens a bordo da Amarok serão bem fáceis. Os pneus têm ótima aderência e combinam com os (exclusivos) freios a disco nas quatro rodas, um dos responsáveis pelas melhores marcas de frenagem do comparativo. O que é difícil é justificar seus gastos: além de ser mais cara, todos os custos de propriedade são piores que os das rivais.

Os bancos elétricos dianteiros estão entre os mais confortáveis, mas o acabamento simples entrega a idade (avançada) da picape decana — Foto: Fabio Aro

Os bancos elétricos dianteiros estão entre os mais confortáveis, mas o acabamento simples entrega a idade (avançada) da picape decana — Foto: Fabio Aro

O espaço traseiro é bom, mas o console central atrapalha o quinto passageiro — Foto: Fabio Aro

O espaço traseiro é bom, mas o console central atrapalha o quinto passageiro — Foto: Fabio Aro

Seu projeto é o mais antigo do quarteto e esbarra em problemas como a presença de só quatro airbags, a falta de frenagem autônoma de emergência, de chave presencial e até mesmo a oferta de somente um conector USB. E considerar a versão 2.0 de 180 cv não ajudaria em nada no comparativo, pois, além de ser voltada para profissionais e frotistas, ela é ainda menos equipada e tem menos presença no mercado. Segundo a Mobiauto, 52,9% das Amarok vendidas até setembro tinham o motor V6.

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